A minha vida inteira fui acusada de ter "problemas", ou algumas pessoas que tentam ser mais sutis, dizem que eu não sei lidar com os meus problemas...
Mas querem saber? eu não acho que tenha nada errado comigo, nem acho que eu deva ser consertada de qualquer forma...
Me chamam de bilorar, de esquisofrênica, de depressiva e assim vai... Mas eu não estou louca... Eu só vivo a vida... Mas vivo a vida de verdade... As pessoas tem um posicionamento apático quanto ao que acontece a elas... Eu sou dramática (e para que não sabe, "drama" vem do grego, e significa "ação"), ou seja, eu sou a protagonista, e não a espectadora da minha vida...
Então, obviamente, quando algo ruim acontece, isso me afeta de fato... Mas mesmo quando minhas reações são exageradas, ou contraditórias, não considero que elas sejam ilógicas ou insanas... Na verdade, meus posicionamentos são científicos!
Um exemplo simples:
Eu tenho um amigo de anos, que eu amo muito, mas um dia a gente briga e ele me irrita e me magoa muito, então a primeira reação é instintiva: eu reajo no mesmo nível e digo que não quero mais a amizade dele... Mas depois eu começo a pensar cientificamente sobre tudo, coloco na balaça os prós e contras da nossa amizade, e vejo que ela vale a pena. Então ligo para esse meu amigo e peço desculpa. Porém, ele ainda está zangado e volta a ser rude. Novamente ajo por instinto, porém, quando vou reavaliar levo em conta que ele me magoou 2 vezes seguidas, e que se ele fosse de fato meu amigo não faria isso, então decido que é melhor romper a amizade. Mas no dia seguinte eu me lembro que esqueci o aniversário dele, que ele ficou muito magoado, e por isso brigou comigo... Então tudo tem que ser reavaliado... E assim vai...
O que quero dizer com isso é simples: a cada novo fato que vem à luz, a situação TEM que ser reavaliada. Aparentemente minha atitude é bipolar, falam que eu não tenho consistência emocional, mas muito pelo contrário! E justamente por essa consistência que eu mudo de ideia toda hora... eu tenho um fato: quero que meu amigo seja feliz e ele me magoou e também quero ser feliz. Então eu vou buscando a melhor maneira para resolver esse problemas, e quando uma solução se mostra insatisfatória, eu busco outra. Não tenho problemas em admitir um erro. Mas vivemos numa sociedade onde a verdade é sistematicamente punida. Se eu fosse uma cínica, que simplesmente fingisse que estava tudo bem sempre, ou se eu fosse uma alienada, que escolhe aleatoriamente um caminho e o segue cegamente, eu seria considerada uma "boa moça".
Mas infelizmente, eu tenho mente autônoma, e espírito livre... Não vou me submeter a qualquer coisa só porque me mandaram...
Hittler era um bom moço, foi eleito o homem do ano. Einstein era considerado retardado, Bethoveen era depressivo, Olga Benário era uma "rebelde sem causa", louca... Fico imaginando Maria mandando Jesus para o psicólogo porque ele não se enquadrava na ordem "natural" das coisas. Fico imaginando Sócrates e Platão tendo que tomar diazepam... e assim por diante!
Isso é tão absurdo! Querem que você seja insensível a realidade! Que aceite as atrocidades e fique quieto. querem que a perda de um grande amor não dilacere sua vida, querem que a morte seja algo rotineiro e sem importância... Querem que sua vida não seja mais sagrada, porque você virou um instrumento do sistema...
Então, que Deus me livre de ser uma boa moça normal... que eu possa ser sempre uma louca, bipolar, esquizofrenica, cientista... Podem dar o nome que quiser, mas nunca conseguirão me prender em uma classificação... Porque eu... Eu sou muito maior que tudo isso...
Momento desabafo...
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Namorar: erro estúpido ou inevitável?
Olá a todos... Ou a qualquer pessoa que eventualmente venha a ler isso. Sei que sumi por muito tempo... Um dos motivos está bem claro no título...
Ninguém pode negar as coisas boas de um namoro... Coisas que aliás são enfatizadas o tempo todo pelo contos de fadas, mas será que é isso mesmo?
As pessoas costumam se sentir sozinhas, desprotegidas, em crises, com dúvida... E desde de criança nos é passada a falsa impressão de que o verdadeiro amor resolverá todos os nosso problemas...
A pergunta número um é "Será que de fato existe esse tal amor da nossa vida?", a pergunta número dois é "Ele pode mesmo resolver tudo?"
Não tenho respostas concretas, acabei de ser chutada e obviamente estou com ódio contra qualquer tipo de relacionamento...
Quanto a primeira pergunta não posso responder... Até agora não achei o amor da minha vida... Amei muitas pessoas... Até o primeiro beijo pode até ser parecido com os filmes, mas relacionamento não tem nada a ver com isso...
Quando a segunda pergunta, só posso dar minha opinião mais sincera:
Não! Namorar não vai resolver todos os nossos problemas! Namorar é bom, porque temos alguém que se preocupa, temos contato humano sem precisarmos nos preocupar com o que vai parecer, alguém com que podemos compartilhar pequenos momentos, compartilhar sonhos...
Mas talvez justamente por as pessoas acreditarem que relacionamentos é uma espécie de deus ex machina, o namoro de torne um erro... E por causa disso, considero um erro estúpido, não inevitável, já que a simples percepção real da situação evitaria tudo isso...
O que quero dizer é que quando começamos a nos envolver, achamos que tudo será maravilhosos sempre... Mas não é essa a verdade... Pessoas têm problemas, têm dias bons e dias ruins... Talvez amar seja aprender a conviver com as pequenas e grandes imperfeições dos outros, não querer moldar a pessoa segundo a nossa vontade, isso seria narcisismo e não amor...
No final das contas, não sei se há uma solução, pois quando começa um namoro, o maior empenho da pessoa é ver o outro como ele realmente é... Tirar a máscara, mas quando alguém finalmente cede e mostra a verdadeira face, com todas suas feridas, cicatrizes, mas com um beleza inefável ao mesmo tempo, o espectador simplesmente foge...
Parece um paradoxo sem solução... Mas no final das contas, acho que se torna um erro inevitável na medida em que 98% das pessoas continuam buscando por aquele alguém, não que seja alguém predestinado, mas simplesmente uma pessoa que seja capaz de o amar por quem ele é e apesar de quem ele seja.
Ninguém pode negar as coisas boas de um namoro... Coisas que aliás são enfatizadas o tempo todo pelo contos de fadas, mas será que é isso mesmo?
As pessoas costumam se sentir sozinhas, desprotegidas, em crises, com dúvida... E desde de criança nos é passada a falsa impressão de que o verdadeiro amor resolverá todos os nosso problemas...
A pergunta número um é "Será que de fato existe esse tal amor da nossa vida?", a pergunta número dois é "Ele pode mesmo resolver tudo?"
Não tenho respostas concretas, acabei de ser chutada e obviamente estou com ódio contra qualquer tipo de relacionamento...
Quanto a primeira pergunta não posso responder... Até agora não achei o amor da minha vida... Amei muitas pessoas... Até o primeiro beijo pode até ser parecido com os filmes, mas relacionamento não tem nada a ver com isso...
Quando a segunda pergunta, só posso dar minha opinião mais sincera:
Não! Namorar não vai resolver todos os nossos problemas! Namorar é bom, porque temos alguém que se preocupa, temos contato humano sem precisarmos nos preocupar com o que vai parecer, alguém com que podemos compartilhar pequenos momentos, compartilhar sonhos...
Mas talvez justamente por as pessoas acreditarem que relacionamentos é uma espécie de deus ex machina, o namoro de torne um erro... E por causa disso, considero um erro estúpido, não inevitável, já que a simples percepção real da situação evitaria tudo isso...
O que quero dizer é que quando começamos a nos envolver, achamos que tudo será maravilhosos sempre... Mas não é essa a verdade... Pessoas têm problemas, têm dias bons e dias ruins... Talvez amar seja aprender a conviver com as pequenas e grandes imperfeições dos outros, não querer moldar a pessoa segundo a nossa vontade, isso seria narcisismo e não amor...
No final das contas, não sei se há uma solução, pois quando começa um namoro, o maior empenho da pessoa é ver o outro como ele realmente é... Tirar a máscara, mas quando alguém finalmente cede e mostra a verdadeira face, com todas suas feridas, cicatrizes, mas com um beleza inefável ao mesmo tempo, o espectador simplesmente foge...
Parece um paradoxo sem solução... Mas no final das contas, acho que se torna um erro inevitável na medida em que 98% das pessoas continuam buscando por aquele alguém, não que seja alguém predestinado, mas simplesmente uma pessoa que seja capaz de o amar por quem ele é e apesar de quem ele seja.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Lede
Ontem na aula de literatura brasileira, analisei o manifesto que inaugurou o romantismo no Brasil (que aliás, foi escrito na França). Pra começo de conversa o autor praticamente invocava as musas para pedir ao filho que rompesse com a tradição. Mas o mais interessante foi um trecho que não deu para passar batido:
"Como a água que jorra da pedra e ao seu cume retorna"
É... Nossa literatura nacional começou bem...
"Como a água que jorra da pedra e ao seu cume retorna"
É... Nossa literatura nacional começou bem...
Hermenêuticas da vida
Ontem eu fui cedo para faculdade e levei lanche.
Dividi meu sonho com a Denise e um pingo de ouro com a Patrícia
Dividi meu sonho com a Denise e um pingo de ouro com a Patrícia
domingo, 9 de maio de 2010
Auto-propaganda
Além deste meu blog que funciona mais como um diário alternativo no qual eu conto as coisas aleatórias que me acontecem, eu possuo mais dois, e gostaria de fazer uma propaganda deles...
clique aqui para conhecer mais deste blog.
Páginas Sérias de Minha Vida - trata de questões sociais que me revoltam, afinal, não basta você evoluir espiritualmente se isto não melhora a sua vida e a vida das pessoas que estão ao seu redor. Este blog é mais didático pois trata de questões de mínimo de bom senso, e que infelizmente, a maioria das pessoas ainda não possui. Trato de coisas simples, como pessoas que não lutam por seus direito, ou pessoas egoísta e inconvenientes que ouvem música alta no ônibus lotado.
clique aqui para saber mais sobre este projeto.
AUM, O Som do Universo - um blog que trata de algumas questões morais e ideológicas minhas.
sábado, 8 de maio de 2010
Aula de LPIII
Com certeza, este semestre, a minha melhor escolha de professor foi o de literatura portuguesa! Ele é muito engraçado e carismático, e apesar de ser a última aula de sexta-feira, ele consegue me manter acordada.
Mas na ultima aula dele, ocorreu algo que vale a pena ser registrado:
Ele estava comentando o romance "A Mulata", quando começa a zombar no nome da protagonista "Mas Onorina! Que nome feio... Pior que vem de honra... Mas é muito feio este nome... Fala sério"
Então uma moça levanta a mão, ele pede que ela fale e ela diz "Este era o nome da minha avó!"
Ele tentando se desculpar foi uma das coisas mais cômicas que eu já vi! ahauahuahauhauahuaha
Prova [de] Épica
Dia 05/05 houve uma campanha de doação de sangue o iag, na USP. E lá se foi a Camila super feliz salvar vidas. Mas a campanha foi tão bem sucedida, que teve que ser encerrada duas horas antes do horário previsto. Admito que fiquei momentaneamente puta da vida, mas durou segundo, pois depois pensei "Ual! que bom que tanta gente foi doar que eles nem deram conta!"
Então eu fui para FAU estudar grego, eu mal abri o livro e uma moça e um cara sentaram do meu lado alegando que queriam fazer uma pesquisa, eu, muito educadamente, aceitei ceder 10 minutos do meu tempo. Mas na verdade a pesquisa era pretexto para uma discussão, pois eles faziam parte de um grupo cristão da USP. Obviamente eu não fugiria de tal discussão, e foi tão divertido deixar a menina desnorteada! Ela estava completamente firme em seus paradigmas e eu comecei a mostrar outros lado da situação. Não foi nada dogmático ou ofensivo. Foi uma discussão construtiva que me ajudou a rever algumas coisas, e creio que para ela também. Mas nisso, já era mais de 17h, achei melhor ir para Letras, estudar, pois o circular estava de greve.
Chegando lá, fui até a sala 200 estudar grego. De quarta eu não tenho a primeira aula e a segunda, às 21h, seria prova de épica grega na sala 166 (no primeiro andar).
Na sala 200 já havia uma moça estudando francês. Ficamos lá por cerca de uma hora, então ela foi tomar café e pediu para eu olhar as coisas dela. Eu já queria ir embora, mas aceitei. Então apareceu uma outra moça que começou a estudar espanhol. Quando a outra mulher voltou, começamos a conversar. E conversamos sobre a greve, e sobre a revolução, e sobre o capitalismo, e vários temas fortes e interessantes...
Quando deu 7:30, a professora que daria aula naquela sala chegou, então eu me despedi das pessoas e sai. Quando passei em frente da sala 206 (no segundo andar), eu me deparei com o meu professor da segunda aula aplicando uma prova e pensei "ué! Será que ele mudou o horário e sala e eu não soube de nada? Ai caramba! Que sorte que eu passei por aqui"
Quando deu 7:30, a professora que daria aula naquela sala chegou, então eu me despedi das pessoas e sai. Quando passei em frente da sala 206 (no segundo andar), eu me deparei com o meu professor da segunda aula aplicando uma prova e pensei "ué! Será que ele mudou o horário e sala e eu não soube de nada? Ai caramba! Que sorte que eu passei por aqui"
Então fui até a porta, bati e perguntei "agora é a prova?" e ele respondeu "Sim, é prova".
Então eu entrei, peguei uma folha de prova e uma folha de resposta, preenchi o cabeçalho e comecei a ler...
Questão 1 "Explique de onde vem o conceito errôneo de lírica grega criado no Romantismo e por q...." MAS CARALHO! O QUE ISTO TEM A VER COM HOMERO!?
Então fui ler o título da prova: "Lírica Grega"
Então eu me levanto, entrego a prova, o professor me olhar com cara de "an?" e eu digo "Desculpa, professor... Prova errada..."
Juro que ele me olhou com uma cara de "você é idiota?"
Mas eu virei as costas e fui embora...
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