Ao mesmo tempo que sei que os conceitos de fracasso e sucesso são questões meramente subjetivas, quando bate essa sensação de fracasso, é difícil se apegar a teorias metafísicas, você sente que você é um erro e ponto final.
Quando você é criança e olha para os adultos, você sempre espera que será algo da vida, tem sonhos, planos, e olhando de fora, tudo parece simples. Não que hoje eu inveje a vida da minha irmã, mas quando ela fez 18 anos, ela já estava na faculdade, tinha um carro, tinha um emprego que ganhava qse 5 mil por mês e namorava um cara há 3 anos. Claro que depois eventualmente tudo isso ruiu, mas na minha cabeça infantil de 11 anos de idade, as coisas para mim seriam igualmente orgânicas e simples, eu não esperava ter uma vida, mas um fluxograma.
Mas acho que tenho uma personalidade forte demais, tenho impulsos intensos demais, tenho opiniões polêmicas demais, tenho dúvidas profundas demais, tenho tudo demais, ao excesso, ao nível semi-doentio, então era demais pedir que eu trilhasse o caminho que a maioria trilha.
A maior parte do tempo eu me orgulho disso, de ter aberto meus caminhos com minhas próprias mãos, e ter nadado contra a corrente para manter a integridade entre mim e a minha verdade. Porém, de repente eu paro e olho: tenho quase 27 anos, poucos amigos, nunca tive um emprego com mais de 1 ano de registro em carteira, nunca tive um relacionamento de fato longo e estável, moro até hoje na casa da minha mãe e o máximo que consegui foi morar fora por 6 meses. Nunca sai do país porque tenho medo de avião... E nunca fui organizada a ponto de guardar dinheiro suficiente. Quando estou sozinha em casa, durmo na sala com a TV ligada, porque tenho medo da solidão, mas ao mesmo tempo me isolo de tudo e de todos e me impeço de criar laços profundos e verdadeiros.
Eu sei que pode soar um pouco idiota, mas ai me vejo apaixonada por uma garota de 22 anos, que já é formada na faculdade, ganha basicamente o mesmo que eu, é muito mais responsável, teve um relacionamento de 4 anos... E eu me sinto ridícula... Ridícula por ser tão infantil e passar meus dias compartilhando coisas idiotas na internet, coisas que aliás (quase) ninguém lê, ridícula por estar tão a esmo, quando alguém que deveria estar mais "perdida" que eu já sabe bem as direções da própria vida, mas acima de tudo ridícula por acha que uma pessoa tão errada como eu pode ter uma chance com alguém tão certo quanto ela.
É até engraçado pensar como ao menos conseguimos construir uma amizade. Ela se veste de social, eu uso um tenis do pelanza e cabelo azul, além de um péssimo gosto pra me vestir. Ela não dança nem na balada, eu danço no meio da rua, cantando eu mesmo músicas aleatórias e forma desafinada. Ela fala baixo e nunca perde a compostura, eu falo alto quase o tempo todo, e a maior parte do que eu falo é besteira. Ela trabalha com livros, artigos, pesquisar, escritórios, e eu lá no bar, sentando com os clientes, abrindo uma cerveja enquanto fumo um cigarro. Ela não fuma.
A gente é tão diferente que até dói. Mas ela me fascina. E de uma forma tão estranha parece que a gente é tão parecida. Mesmo quando a gente conversa, ela me manda uma frase, eu mando umas 15. Eu sempre sinto que estou incomodando, mas ao mesmo tempo quero que ela faça parte da minha vida, e quero saber como ela está.
Eu sou o tipo de pessoa estranha que ama sem acreditar no amor, e que reza sem acreditar em deus. Sei que é uma tremenda loucura, mas algumas coisas conseguem ser racionalmente tão impossíveis, mas emocionalmente tão reais, tão corretas. Quando eu morrer, ou eu paro de rezar ou eu começo a acreditar em deus. Quando essa história tiver um desfecho, eu finalmente descubro se paro de amar, ou se começo a acreditar no amor
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
A pior melhor coisa que já me aconteceu
Acho que nunca fiz questão de fazer segredo do fato de que sou uma viciada em paixões, apesar de eu ter melhorado muito nos últimos anos. Percebi que se apaixonar pode ser divertido, mas não vale a pena pular de cabeça em relações rasas, não vale a pena mutilar minha alma por pessoas que nem vão lembrar que eu existo depois de uma semana. Aprendi a ter relações, mas com os dois pés no chão... o que talvez a primeira vista seja bom, mas que efetivamente me transformou numa pessoa superficial, que não sentia quase dor, mas que também não sentia quase nada.
Relações utilitárias ou meramente sexuais podem ser mais simples, mas no fundo deixam um vazio, que você pode teimar em ignorar, mas que faz com que tudo perca pelo melhor um pouco das cores e vibrações.
Mas seja nas minhas relações intensas ou nas superficiais, o script sempre foi o mesmo: eu via, "me apaixonava" (escolhia o alvo) e a partir dali criava situações para que aquilo se tornasse real. Mesmo quando eu sentia aquilo de modo tão real que doía na pele, ainda sim era quase que meramente um jogo de sedução. Jogos repetitivos e irritantes, cartas marcadas. Primeiro, a aproximação, os sorrisos, a sedução. Depois das brigas as discussões. Não acho que fosse algo necessariamente deliberado, mas eu nunca deixei de ser uma criança mimada que cismava que queria algo, e quando conseguia logo perdia o interesse pelo "brinquedo" novo, e dava uma forma de quebrar para correr atrás do próximo desafio.
Não quero com isso dizer que nunca senti nada real, que tudo que vivi até hoje foi uma mentira, porque isso seria injusto comigo mesma e com todas as pessoas que me marcaram, me ajudaram a crescer e ser alguém melhor. Só que quero dizer é que nunca me mostrei de fato, sempre eram não um, mas dois personagens: no começo o "príncipe encantado" e que logo era substituído pela "bruxa má", e entre um e outro sobrava pouco espaço para eu de fato me exercer, de fato ser quem eu era.
E foi então que aconteceu a pior melhor coisa que poderia me acontecer: eu me apaixonei pela minha melhor amiga. Claro que eu já me apaixonei por (melhores) amigas antes, mas isso foi bem lá atrás quando eu tava me descobrindo, e tudo era muito turvo na minha mente, e afeto, amizade e sexualidade não eram coisas claras na minha cabeça. Novamente, não digo que aquilo não tenha sido real ou necessário, só digo que foram situações completamente diferentes desta.
Eu me sentia muito sozinha, justamente porque sempre estava pulando de uma relação superficial para outra, com amigos distantes, que tomaram outros rumos em suas vida. E foi então que eu a vi, e ela foi uma dessas pessoas que você não explica, mas sente como se conhecesse desde que a eternidade, e dá até vontade de perguntar "hey! por que você demorou tanto? eu estava te esperando!". Mas eu não senti a menor atração por ela, e aquilo foi um alívio tão grande! O que eu precisava era uma amiga, e não mais uma paixão. E ela namorava, e meu lesbodar nunca se enganar: ela era irreversívelmente hetero! Ela não era um desafio a ser conquistado. Ela era simplesmente uma pessoa incrível, que me dava uma sensação de paz de tranquilidade que eu não achava em mais nenhum lugar, uma pessoa com dezenas que coisas em comum, e alguém que provavelmente eu já tinha cruzado várias vezes pela vida sem reparar, de tantos lugares em comum que frequentávamos.
Eu não precisava ser o príncipe encantado, nem a bruxa má, nem o bobo da corte, nem nenhum personagem marcado. Depois de muitos anos eu tinha novamente uma amiga! Com a qual eu podia ser simplesmente eu mesma, passar vergonha, falar merda, mostrar minha fraqueza, alguém que mais do que entender, eu estava disposta a entender. Eu não via motivos pra caçar brigas, simplesmente pra tornar as coisas "mais quentes e interessantes", na verdade, o que eu queria era justamente aquela paz, ela se tornou meu refúgio.
Eu sempre me apaixonei por aquilo que meus olhos viam. E não só no sentido de me apaixonar primeiro visualmente, mas me apaixonar por quem estava sempre perto, aquela pessoa de todo dia, que quase me sufocava com a sua presença e me fazia esquecer quem eu era. Eu sei que é ridículo eu dizer isso, mas ela se aproximou de mim um pouco, mas não tanto, e eu não me esqueci de quem eu era, e eu não me confundi com o que ela era, e eu a vi. Eu pude tirar a máscara, porque não tinha medo que ela fugisse, e ela não fugiu. Mas literalmente na contra-mão de tudo que eu já vivi e senti, essa paixão não veio da presença, mas da ausência. Ela não estava ali sempre, mas em certos momentos ela estava sempre ali. A gente se conheceu num show da Karina Buhr, e desde então todos os outros show lá estávamos nós juntas.
Então pela primeira vez ela não foi, e eu pensei que ok. Só que de repente aquela ausência fez falta, a na dicotomia criada ali, eu percebi que me importava. Ainda demoraram longos dias para eu perceber que estava apaixonada, ou para me apaixonar, nunca vou saber. Mas a partir dali começamos a conversar quase que todos os dias. E todos os muros que eu resistentemente mantenho erguido em volta do meu coração, começaram a ser desmantelados tijolo por tijolo. Não por grandes provas de amor, mas por um "bom dia" insistente, por um "dormiu bem?", por um se importar simples e honesto.
E agora me sinto com o coração preenchido e partido. Ao mesmo tempo que ela me faz um bem danado, que a simples existência dela na minha vida me faz feliz, existe uma terrível dor e frustração de perceber que esse sentimento não é recíproco. Eu quero que ela seja feliz e falo isso com a maior honestidade do mundo, se ela se relacionar com alguém que a faça bem, estarei bem. Mas ao mesmo tempo dói e dói muito saber que essa pessoa não sou eu. Ouvir ela me falando do quanto gosta de outro cara, e do como ela é foda e muito melhor do que eu. É difícil ouvir que ela me odeia (mesmo que de "brincadeira") e que por mais bem que eu queira fazer pra ela, ter que ouvir que eu to destruindo a vida dela.
Acho que a maior facilidade de se apaixonar por alguém que você não conhece, é que quando dá errado e pessoa vai embora, por mais que seja chato, você não está perdendo alguém que é realmente importante na sua vida. E agora estou cheia de dedos, medindo cada atitude pra não magoá-la, e parece que quanto mais eu tento não fazer merda, mas merda eu faço. Não acredito que exista uma saída fácil. Só sei que preciso descobrir um jeito de tirar esse mal(ben)dito sentimento que cisma em criar raízes e crescer a cada dia mais.
Todas as opções parecem tão estúpidas! Me afastar por medo de perde-la? Como cometer suicídio por medo de morrer. Insistir em algo a mais quando ela claramente não me quer? Seria basicamente assinar a sentença dela saindo da minha vida. Engolir e esquecer esse amor que sinto? Parece o mais razoável, mas parece totalmente idiota abrir mão de um dos melhores sentimentos que já senti na minha vida.
Por isso não sei se agradeço por aquele fatídico 28.04.15 ou se desejo jamais tê-la conhecido.
Relações utilitárias ou meramente sexuais podem ser mais simples, mas no fundo deixam um vazio, que você pode teimar em ignorar, mas que faz com que tudo perca pelo melhor um pouco das cores e vibrações.
Mas seja nas minhas relações intensas ou nas superficiais, o script sempre foi o mesmo: eu via, "me apaixonava" (escolhia o alvo) e a partir dali criava situações para que aquilo se tornasse real. Mesmo quando eu sentia aquilo de modo tão real que doía na pele, ainda sim era quase que meramente um jogo de sedução. Jogos repetitivos e irritantes, cartas marcadas. Primeiro, a aproximação, os sorrisos, a sedução. Depois das brigas as discussões. Não acho que fosse algo necessariamente deliberado, mas eu nunca deixei de ser uma criança mimada que cismava que queria algo, e quando conseguia logo perdia o interesse pelo "brinquedo" novo, e dava uma forma de quebrar para correr atrás do próximo desafio.
Não quero com isso dizer que nunca senti nada real, que tudo que vivi até hoje foi uma mentira, porque isso seria injusto comigo mesma e com todas as pessoas que me marcaram, me ajudaram a crescer e ser alguém melhor. Só que quero dizer é que nunca me mostrei de fato, sempre eram não um, mas dois personagens: no começo o "príncipe encantado" e que logo era substituído pela "bruxa má", e entre um e outro sobrava pouco espaço para eu de fato me exercer, de fato ser quem eu era.
E foi então que aconteceu a pior melhor coisa que poderia me acontecer: eu me apaixonei pela minha melhor amiga. Claro que eu já me apaixonei por (melhores) amigas antes, mas isso foi bem lá atrás quando eu tava me descobrindo, e tudo era muito turvo na minha mente, e afeto, amizade e sexualidade não eram coisas claras na minha cabeça. Novamente, não digo que aquilo não tenha sido real ou necessário, só digo que foram situações completamente diferentes desta.
Eu me sentia muito sozinha, justamente porque sempre estava pulando de uma relação superficial para outra, com amigos distantes, que tomaram outros rumos em suas vida. E foi então que eu a vi, e ela foi uma dessas pessoas que você não explica, mas sente como se conhecesse desde que a eternidade, e dá até vontade de perguntar "hey! por que você demorou tanto? eu estava te esperando!". Mas eu não senti a menor atração por ela, e aquilo foi um alívio tão grande! O que eu precisava era uma amiga, e não mais uma paixão. E ela namorava, e meu lesbodar nunca se enganar: ela era irreversívelmente hetero! Ela não era um desafio a ser conquistado. Ela era simplesmente uma pessoa incrível, que me dava uma sensação de paz de tranquilidade que eu não achava em mais nenhum lugar, uma pessoa com dezenas que coisas em comum, e alguém que provavelmente eu já tinha cruzado várias vezes pela vida sem reparar, de tantos lugares em comum que frequentávamos.
Eu não precisava ser o príncipe encantado, nem a bruxa má, nem o bobo da corte, nem nenhum personagem marcado. Depois de muitos anos eu tinha novamente uma amiga! Com a qual eu podia ser simplesmente eu mesma, passar vergonha, falar merda, mostrar minha fraqueza, alguém que mais do que entender, eu estava disposta a entender. Eu não via motivos pra caçar brigas, simplesmente pra tornar as coisas "mais quentes e interessantes", na verdade, o que eu queria era justamente aquela paz, ela se tornou meu refúgio.
Eu sempre me apaixonei por aquilo que meus olhos viam. E não só no sentido de me apaixonar primeiro visualmente, mas me apaixonar por quem estava sempre perto, aquela pessoa de todo dia, que quase me sufocava com a sua presença e me fazia esquecer quem eu era. Eu sei que é ridículo eu dizer isso, mas ela se aproximou de mim um pouco, mas não tanto, e eu não me esqueci de quem eu era, e eu não me confundi com o que ela era, e eu a vi. Eu pude tirar a máscara, porque não tinha medo que ela fugisse, e ela não fugiu. Mas literalmente na contra-mão de tudo que eu já vivi e senti, essa paixão não veio da presença, mas da ausência. Ela não estava ali sempre, mas em certos momentos ela estava sempre ali. A gente se conheceu num show da Karina Buhr, e desde então todos os outros show lá estávamos nós juntas.
Então pela primeira vez ela não foi, e eu pensei que ok. Só que de repente aquela ausência fez falta, a na dicotomia criada ali, eu percebi que me importava. Ainda demoraram longos dias para eu perceber que estava apaixonada, ou para me apaixonar, nunca vou saber. Mas a partir dali começamos a conversar quase que todos os dias. E todos os muros que eu resistentemente mantenho erguido em volta do meu coração, começaram a ser desmantelados tijolo por tijolo. Não por grandes provas de amor, mas por um "bom dia" insistente, por um "dormiu bem?", por um se importar simples e honesto.
E agora me sinto com o coração preenchido e partido. Ao mesmo tempo que ela me faz um bem danado, que a simples existência dela na minha vida me faz feliz, existe uma terrível dor e frustração de perceber que esse sentimento não é recíproco. Eu quero que ela seja feliz e falo isso com a maior honestidade do mundo, se ela se relacionar com alguém que a faça bem, estarei bem. Mas ao mesmo tempo dói e dói muito saber que essa pessoa não sou eu. Ouvir ela me falando do quanto gosta de outro cara, e do como ela é foda e muito melhor do que eu. É difícil ouvir que ela me odeia (mesmo que de "brincadeira") e que por mais bem que eu queira fazer pra ela, ter que ouvir que eu to destruindo a vida dela.
Acho que a maior facilidade de se apaixonar por alguém que você não conhece, é que quando dá errado e pessoa vai embora, por mais que seja chato, você não está perdendo alguém que é realmente importante na sua vida. E agora estou cheia de dedos, medindo cada atitude pra não magoá-la, e parece que quanto mais eu tento não fazer merda, mas merda eu faço. Não acredito que exista uma saída fácil. Só sei que preciso descobrir um jeito de tirar esse mal(ben)dito sentimento que cisma em criar raízes e crescer a cada dia mais.
Todas as opções parecem tão estúpidas! Me afastar por medo de perde-la? Como cometer suicídio por medo de morrer. Insistir em algo a mais quando ela claramente não me quer? Seria basicamente assinar a sentença dela saindo da minha vida. Engolir e esquecer esse amor que sinto? Parece o mais razoável, mas parece totalmente idiota abrir mão de um dos melhores sentimentos que já senti na minha vida.
Por isso não sei se agradeço por aquele fatídico 28.04.15 ou se desejo jamais tê-la conhecido.
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Sem título
Faz amor comigo, apenas uma vez
É o que te peço
O suficiente para passar essa louca vontade
De mentir que estar com você uma vez só me basta
Toque meu corpo
Com a mesma maestria que desbrava minha alma
Me incendeia
Com esse mesmo fogo que ilumina meus dias
Eu não entendo o que você quer
Mas sua dúvida cria uma aura intensa e rarefeita
Que como um vento intenso
Inflama essa paixão de me consome
Minha mente está confusa e perdida
No meio desse rodopio tento manter a normalidade
Porém as peças que sempre estiveram ali
Agora não se encaixam mais
Quero fugir
Porque o que sinto me dá medo
Sou acostumada a ser bombardeada pelo que vem de fora
Mas como lidar com algo que vem tão de dentro?
Quero fugir
Mas imaginar olhar pro lado e não te ver
Me assusta mais do que ficar e lutar
Mas como lutar com um inimigo invisível que não existe?
Minha cabeça gira
Cheia de questões que eu nem deveria pensar
Então só me ame, me toque, me confunda
Mas segura a minha mão, não me deixa fugir, fica!
É o que te peço
O suficiente para passar essa louca vontade
De mentir que estar com você uma vez só me basta
Toque meu corpo
Com a mesma maestria que desbrava minha alma
Me incendeia
Com esse mesmo fogo que ilumina meus dias
Eu não entendo o que você quer
Mas sua dúvida cria uma aura intensa e rarefeita
Que como um vento intenso
Inflama essa paixão de me consome
Minha mente está confusa e perdida
No meio desse rodopio tento manter a normalidade
Porém as peças que sempre estiveram ali
Agora não se encaixam mais
Quero fugir
Porque o que sinto me dá medo
Sou acostumada a ser bombardeada pelo que vem de fora
Mas como lidar com algo que vem tão de dentro?
Quero fugir
Mas imaginar olhar pro lado e não te ver
Me assusta mais do que ficar e lutar
Mas como lutar com um inimigo invisível que não existe?
Minha cabeça gira
Cheia de questões que eu nem deveria pensar
Então só me ame, me toque, me confunda
Mas segura a minha mão, não me deixa fugir, fica!
terça-feira, 28 de julho de 2015
Tutorial de como largar de ser trouxa
- Deixe de ser trouxa em fazer expectativa
- Quando a esmola é grande, o mendigo desconfia:
é interessante
é sexy
é bonita
ta topando facil a trepada
deu qualquer sinal de ciume irracional no primeiro mês
choramingou pra vc pagar algo
liga o botão de alerta!
- Evite mulheres mal resolvidas:
divorciou? terminou namoro? ta curiosa como é trepar com outra garota? não sabe dizer o que sente? só evita cair de cabeça
tipo, esses sinais sempre acontecem com gente que pode dar b.o, mas também um pouco com quem não dá, pessoas bem resolvidas normalmente não dão stress nesses pontos tão rapido
- por isso os três meses:
Quem é problema com 'P' gigante normalmente no primeiro mês vc já tem motivo suficiente pra mandar a pessoa pra outra galaxia
Mas acho que o mais importante seria mais você começar a tomar uma distancia das pessoas quando as conhece e tem relação do que cortar totalmente contato
distancia que eu digo, mesmo que vc se sinta atraida, role aquela química, se da um tempo de 'teste drive'.
Pega tipo uns 3 meses de convivencia, evita levar suas coisas pra casa da pessoa e vice versa, ou frequentar mto a casa dela, se rolar sentimentos evita expectativas e tenta manter uma distancia de segurança pra o caso de dar merda vc ter uma rota de fuga sem mta pancada
3 meses normalmente é o tempo que a parte magica, brilhante e ofuscante de qualquer inicio de 'relacionamento', casual ou não, começa a perder o brilho e os defeitos vem a tona, dai da pra saber se da pra conviver com eles ou se é cilada
tem gente que da pra descobrir isso em um dia, uma semana, mas normalmente n passa mto desses 3 meses o.o
dai se vc se da esse tempo de 'observação e avaliação' , fica mais facil de vc raciocinar e ver se é tudo isso mesmo que seu coração grita que é na primeira semana
- Quando a esmola é grande, o mendigo desconfia:
é interessante
é sexy
é bonita
ta topando facil a trepada
deu qualquer sinal de ciume irracional no primeiro mês
choramingou pra vc pagar algo
liga o botão de alerta!
- Evite mulheres mal resolvidas:
divorciou? terminou namoro? ta curiosa como é trepar com outra garota? não sabe dizer o que sente? só evita cair de cabeça
tipo, esses sinais sempre acontecem com gente que pode dar b.o, mas também um pouco com quem não dá, pessoas bem resolvidas normalmente não dão stress nesses pontos tão rapido
- por isso os três meses:
Quem é problema com 'P' gigante normalmente no primeiro mês vc já tem motivo suficiente pra mandar a pessoa pra outra galaxia
Mas acho que o mais importante seria mais você começar a tomar uma distancia das pessoas quando as conhece e tem relação do que cortar totalmente contato
distancia que eu digo, mesmo que vc se sinta atraida, role aquela química, se da um tempo de 'teste drive'.
Pega tipo uns 3 meses de convivencia, evita levar suas coisas pra casa da pessoa e vice versa, ou frequentar mto a casa dela, se rolar sentimentos evita expectativas e tenta manter uma distancia de segurança pra o caso de dar merda vc ter uma rota de fuga sem mta pancada
3 meses normalmente é o tempo que a parte magica, brilhante e ofuscante de qualquer inicio de 'relacionamento', casual ou não, começa a perder o brilho e os defeitos vem a tona, dai da pra saber se da pra conviver com eles ou se é cilada
tem gente que da pra descobrir isso em um dia, uma semana, mas normalmente n passa mto desses 3 meses o.o
dai se vc se da esse tempo de 'observação e avaliação' , fica mais facil de vc raciocinar e ver se é tudo isso mesmo que seu coração grita que é na primeira semana
domingo, 18 de janeiro de 2015
Diálogos hipotéticos que NUNCA aconteceram
- ahhh vc é tão linda
- vc tbm é!
- são seus olhos
- gosto mais dos seus
- e qdo vou poder usar meu olhos pra te ver de novo?
- logo
- vc ta me dizendo isso há 7 meses
- briga com a minha agenda que ta me fodendo
- vou brigar com a sua agenda pra tomar o lugar dela isso sim hsuhsauhsuh
- own
- não entendi sua interjeição
- achei fofa a piada
- vc é a única pessoa que acha fofo algo assim hsauhauhsuhasuhsa
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Algum Lugar
Me consola pensar
Que em algum lugar
Somos eu e você
Que dentre todos Universos possíveis
Um deles guarda nosso final feliz
Mas essa realidade em que vivo
Só guarda a dor e a amargura
De amores não correspondidos
E saudades do futuro que nunca houve
Talvez essa vida de mágoa
Só sirva para soltar a ponta
De tudo que poderia ser
Mas nunca será
Todas as possibilidades
Que já quando nascem
Trazem consigo a saudades
Daquilo que nunca vai acontecer
Mas espero que essa sina
Seja somente minha
E que entre todos os Universos possíveis
Seja este que guarde tua felicidade
Que em algum lugar
Somos eu e você
Que dentre todos Universos possíveis
Um deles guarda nosso final feliz
Mas essa realidade em que vivo
Só guarda a dor e a amargura
De amores não correspondidos
E saudades do futuro que nunca houve
Talvez essa vida de mágoa
Só sirva para soltar a ponta
De tudo que poderia ser
Mas nunca será
Todas as possibilidades
Que já quando nascem
Trazem consigo a saudades
Daquilo que nunca vai acontecer
Mas espero que essa sina
Seja somente minha
E que entre todos os Universos possíveis
Seja este que guarde tua felicidade
domingo, 5 de outubro de 2014
Um tempo sozinha
Não suporto mais relacionamento! Simples assim!
Um namoro emendando no outro só serviu para me enlouquecer completamente. Tento fazer as coisas darem certo e o que recebo? Um imenso nada!
Um namoro de basicamente um ano e meio jogado no lixo porque a pessoa ainda vive a esquizofrenia de que preciso corresponder às suas expectativas, ou então o que eu sinto não é verdadeiro. E uma paixão de mão única na qual eu me entreguei completamente e recebi menos do que migalhas em troca!
Cansada de não ser desejada, de tudo ser tão pesado, de nunca ser o suficiente pra ninguém. Cansada de ser a pessoa errada, ou ter aparecido no momento errado, eu ter nascido no sexo biológico errado, em resumo: minha existência é um grande erro na visão dos outros, então prefiro ser essa merda desse erro sozinha, sem precisar ser constantemente preterida e humilhada!
To cansada! E a cada dia mais chegando à conclusão de que não é possível existir relacionamentos saudáveis, simplesmente porque as pessoas não são saudáveis, eu mesma não sou.
A solidão parece ser a única forma plausível de suportar essa existência dolorosa, pautada em cobranças e abandonos.
O pior erro da minha vida? Ter tido esperança de que um dia as coisas seriam melhores, porque elas nunca são e nunca serão.
Um namoro emendando no outro só serviu para me enlouquecer completamente. Tento fazer as coisas darem certo e o que recebo? Um imenso nada!
Um namoro de basicamente um ano e meio jogado no lixo porque a pessoa ainda vive a esquizofrenia de que preciso corresponder às suas expectativas, ou então o que eu sinto não é verdadeiro. E uma paixão de mão única na qual eu me entreguei completamente e recebi menos do que migalhas em troca!
Cansada de não ser desejada, de tudo ser tão pesado, de nunca ser o suficiente pra ninguém. Cansada de ser a pessoa errada, ou ter aparecido no momento errado, eu ter nascido no sexo biológico errado, em resumo: minha existência é um grande erro na visão dos outros, então prefiro ser essa merda desse erro sozinha, sem precisar ser constantemente preterida e humilhada!
To cansada! E a cada dia mais chegando à conclusão de que não é possível existir relacionamentos saudáveis, simplesmente porque as pessoas não são saudáveis, eu mesma não sou.
A solidão parece ser a única forma plausível de suportar essa existência dolorosa, pautada em cobranças e abandonos.
O pior erro da minha vida? Ter tido esperança de que um dia as coisas seriam melhores, porque elas nunca são e nunca serão.
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